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Esquema Geral
1 - Descrição do Sistema O Muro MPZ é um sistema de construção de muros de contenção, tipo gravidade, constituído por um maciço de solo compactado e reforçado com geossintéticos, com um paramento de blocos de concreto prefabricados, conforme detalhes a seguir. 1.1 – Conceito
O paramento do muro é
formado por blocos pré-fabricados de concreto, medindo 20,0
cm de altura, 40,0 cm de largura e 28,0 cm de profundidade.
O peso de cada unidade é de aproximadamente 32 Kg.
Duas protuberâncias
localizadas na face superior permitem encaixar os blocos da fiada seguinte,
de tal forma que a parte vazia central fica travada nas protuberâncias
de dois blocos inferiores contíguos. Este sistema de encaixe permite
formar muros curvos, côncavos ou convexos, com raios a partir de
3 metros. Na parte superior traseira, os blocos possuem uma fenda que
permite, utilizando peças de concreto especiais ( as travas), fixar
um geotêxtil auxiliar para prender o paramento de blocos ao maciço
de solo reforçado.
H : altura total do Muro 1.2 – Principais componentes do sistema: · blocos pré-fabricados de concreto: elementos que constituem a face do muro, intertravados entre si e possuindo uma fenda, na face superior posterior, com a finalidade de prender um geossintético auxiliar, a fim de amarrar o paramento de blocos ao maciço de solo reforçado, · trava de concreto: elemento auxiliar para prender um geossintético de amarração, · o volume de terra, imediatamente atrás da face do muro, estabilizado através da compactação de camadas sucessivas do aterro, intercaladas com camadas horizontais de geossintéticos – geotêxteis tecidos ou geogrelhas, conforme definido no projeto, · a base do muro, que consiste em uma escavação de aproximadamente 20 cm de profundidade por 60 cm de largura (valores mínimos), a ser preenchida com concreto sem armadura ou, alternativamente, brita reforçada com geogrelha, que passará a constituir a base horizontal para a colocação das sucessivas fiadas de blocos de concreto MPZ, · o sistema de drenagem, constituído por areia e/ou brita, geotêxteis, tubos perfurados de drenagem e, eventualmente, de geocompostos (p.ex. geotêxteis & geonet), elementos estes dispostos conforme o projeto em pauta, · “software” específico
para o cálculo de estabilidade interna e externa do maciço
reforçado. 2 - Características
dos Blocos: 2.1
- Os blocos poderão ter diversos tipos de acabamento na face:
2.2
- Resistência: 2.3
- Tolerâncias dimensionais: +/-
um porcento de variação dimensional em relação
as medidas nominais. 2.4
- Acabamento e aspecto: Todas as unidades deverão
estar completas e livres de 2.4.1 - bisotado:
2.4.2 - concavidades na
face quebrada : 2.4.3 - protuberâncias:
2.5
- Amostragem e testes: serão destacados e identificados dois
blocos por cada dia de produção para testes de dimensões,
resistência e absorção de água; fora
disso, a cada 15.000 unidades
fabricadas serão verificadas
as tolerâncias dimensionais e o estado geral da fôrma
. 3 – Geossintéticos
: 3.1 - Os Geossintéticos utilizados são de diferentes tipos, em função da sua resistência, sempre de acordo com o especificado no projeto. As opções básicas são : - Geotêxteis tecidos: para muros baixos e médios até da ordem de 5 m de altura, apresentam a alternativa mais econômica. Sua resistência de projeto varia de 10 a 20 kN/m. Possuem um módulo de elasticidade consideravelmente maior que o dos geotêxteis não-tecidos de resistência equivalente. - Geogrelhas: possuem resistências de projeto para uma larga faixa de aplicações, variando de aproximadamente 10 até mais de 100 kN/m. 3.2
– Todos os geossintéticos sofrem o efeito da fluência.
Fora disso, estão sujeitos a Tensão Admissível
a longo prazo: Ta =
Tr
b
Tr =
Tensão de Ruptura Na prática, cabe ao projetista definir os parâmetros a serem aplicados, tomando por base experiências específicas, dados oficiais e certificados forne-cidos pelos fabricantes dos geossintéticos ou, na falta desses, fatores agregados que, em concordância com diversas fontes (*), deveriam ser iguais o maiores a:
Geossintéticos de poliéster :
>= 2,1 (*) referencias disponíveis sob consulta. 3.3 – A resistência máxima de projeto, Tp, será obtida computando um fator redutor adicional para cobrir as incertezas, FRI, como segue:
Tensão de Projeto: Tp
= Ta Em que :
Ta = Tensão Admissível a longo prazo
3.4 - Observações: a) quando aplicados os Fatores de Redução anteriormente mencionados, deve-se analisar as deformações próprias do reforço para a Tp resultante, as quais pode ocasionar deformações indesejáveis na face do maciço reforçado. b) os geossintéticos
apresentam resistências à ruptura diferentes no sentido longitudinal
e no sentido transversal do rolo. O projeto deve especificar a orientação
do reforço em relação a face do muro, o que deverá
ser rigorosamente observado durante a execução.
4 - Características do Solo para Aterro 4.1
- O sistema MPZ foi projetado para aproveitar os solos encontrados no
local da obra, para aterro. 4.2 - A especificação recomendada para o aterro é : peneira % passante
¾”(0,19 cm)
100 - 75
Índice de Plasticidade
<= 20 5 - Construção do Muro MPZ: 5.1 - Liberação dos trabalhos: o Cliente (ou o seu consultor geotécnico), deverá autorizar formalmente o inicio da construção do muro. Isto pressupõe o seu conhecimento do projeto e a sua concordância com os parâmetros utilizados nos cálculos de estabilidade, assim como com as características deste, tal como a configuração geométrica, a sobrecarga de projeto, as solicitações na base, etc. 5.2 - Preparação da base: as valas para a base do muro e os drenos do sistema deverão ser confeccionadas estritamente de acordo com os detalhes especificados no projeto . 5.3
- A base do paramento poderá ser um volume de brita compactada
de no mínimo 60 cm de largura e 20
cm de profundidade ou um baldrame de concreto de igual
dimensão, sem armadura, conforme especificado
no projeto. Tanto a brita da base
do muro como a dos drenos deverão ser envelopadas em geotêxtil,
conforme detalhado no projeto.
5.4
- A primeira camada de solo é colocada e compactada ( 95 % Proctor
Normal ),
5.5
- As fiadas sucessivas de blocos serão erguidas observando-se o
seu perfeito alinha-
5.6 – Ao colocar os blocos deve-se tomar a precaução de que, além do seu cuidadoso alinhamento e nivelamento, este seja empurrado para a face externa do muro, de tal forma que a face interna posterior da cavidade do bloco fique firmemente encostada nas saliências da face superior nos blocos inferiores. 5.7 - A instalação dos reforços geossintéticos deve seguir rigorosamente as especificações do projeto. Não são aceitáveis desvios de mais de 1 % na cota das camadas dos reforços, nem alterações no seu comprimento. 5.8 - Os reforços deverão ficar horizontais e, antes de cobrí-los com terra, deverão ser esticados pelo seu extremo livre. 5.9
- O solo deverá ser compactado em
camadas de não mais de 20 cm de altura, até atingir
o grau Proctor Standard 95%. Poderão ser utilizados
equipamentos pesados, sendo que junto a face do muro, até
1 m, deverão ser utilizados equipamentos manuais
tipo placas vibratórias ou “sapo”.
5.10
– A cada duas ou máximo três fiadas de blocos coloca-se um
geossintético (geogrelha ou geotêxtil, dependendo do
sistema sendo utilizado), fixado aos blocos com a trava descrita
nos itens 1 e 2. A finalidade deste geossintético é mera-mente
segurar a face de blocos, a qual fica assim firmemente ancorada ao maciço
de solo envelopado. O comprimento desta ancoragem é de aproximadamente
1,0 m.
5.11 - O processo acima se repete para cada camada de reforço geossintético prevista no projeto. A face de blocos fica firmemente solidária ao maciço reforçado, e, por ser essencialmente flexível, se integra de forma ideal ao solo reforçado, com grande tolerância para absorver eventuais recalques ou deformações.
5.12 - Outras Recomendações - O solo da base do muro e o material do aterro compactado deverá ser analisado durante a construção do muro. Quaisquer dúvida ou discrepância em relação aos parâmetros geotécnicos considerados no projeto deverá ser comunicada de imediato ao engenheiro do projeto para que, se necessário, sejam tomadas oportunamente as medidas cabíveis. - Os geossintéticos apresentam resistências à ruptura diferentes no sentdo longitudinal e no sentido transversal do rolo. O projeto deve especificar a orientação do reforço, o que deverá ser rigorosamente observado durante a execução. - É permitido o tráfego de equipamentos mecanizados somente com, ao menos, 10 cm de solo sobre os geossintéticos, desde que a baixa velocidade e que não sejam realizadas curvas ou freadas bruscas. - No fim de cada jornada deve-se tomar a precaução de que somente terra compactada fique na zona do solo reforçado. Solo sem compactar pode permitir mais facilmente a entrada de água no caso de chuva, comprometendo assim todo o trabalho realizado. Se necessário, durante a construção do muro, devem ser protegidos os blocos já colocados, de tal forma que não entre água ou lama nos buracos destes, com o conseqüente risco de contaminação/colmatação do sistema de drenos. Analogamente, devem estar concluidas oportunamente as obras complementares de drenagem, garantindo o escoamento da água do sistema de drenagem do maciço. - Na conclusão do
muro, recomenda-se utilizar nos últimos 40 ou 50 cm do
aterro compactado, algum
solo argiloso de boa qualidade, para selar e minimizar a entrada de água
no maciço reforçado. Recomenda-se, também, nivelar
o solo de tal forma a garantir o fluxo das águas de chuva ou outras,
evitando que se formem poças com o conseqüente risco
de infiltrações no maciço reforçado.
O extremo livre do geotêxtil é dobrado por cima da barra de fixação já encaixada e coloca-se a seguir mais uma fiada de blocos.
Quando o geotêxtil é tensionado no sentido do maciço (T), a barra de fixação é forçada a girar. Gera-se, assim, uma pressão que comprime o geotêxtil nos pontos indicados pelas setas, fixando-o firmemente aos blocos.
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